Em meados de 1919 a Itália era movida por narcotráfico. Nos confins dos becos mais escuros, dentro de bares reluzentes, ou até mesmo no porão dos grandes casarões que enfeitavam as ruas de Milão.

Francisco Esposito Magliatti era um simples trabalhador de um bar de esquina no centro da cidade, onde os jovens estudantes se reuniam para encher a cara e acender os cigarros estritamente proibidos pelos seus pais. Pelo menos era o que todos achavam quando o loiro passava entre as mesas, simpatizando com os clientes e lhes entregando o cardápio da época.

O letreiro chamativo escondia o que as pessoas que passavam as pressas pelo local não enxergavam, muito menos aqueles que sentavam-se sobre a mesa imaginavam o que acontecia nos andares de baixo do L’effimero Magliatti’s Bar. Poucas pessoas tinham acesso à toda mina de dinheiro que corria entre as paredes, apenas homens e mulheres específicos conheciam Francisco muito bem, para que pudessem dizer que ele tinha uma mente brilhante.

O homem de 35 anos era o chefe de todas as negociações que ocorriam ilegalmente abaixo dos pés de todos que passavam por lá, comandava mais de três cidades junto com o seu braço direito, Riccardo Brancos, que era responsável por assinar os papéis quando Esposito se ocupava com viagens que faziam sua máfia triunfar cada vez mais.

Entretanto, não havia uma pessoa na Itália que não conhecesse o sobrenome Magliatti, diziam até mesmo que eram os fundadores da cidade, tinham negócios gigantescos e limpos aos olhos inocentes, uma vez que a polícia local dançava de acordo com a música que tocavam. Os Magliattis tinham todos na palma de sua mão, fazendo com que limpassem todos os vestígios de sujeira que seus associados deixavam escapar pela culatra. Dinheiro e segredos inundavam a famosa rede de empresas chamada Magliatti.

E no tempo moderno não era muito diferente, 102 anos depois e os empresários Magliattis ainda estavam de pé com toda a sua fama, passavam o legado de geração em geração. E certamente, a conduta de liderança nunca deixou de ser priorizada entre os grandes, sendo Zaccari Berghieri Magliatti o escolhido para administrar as notas valiosas que caíam do céu para eles, juntamente da glória por ser um entre milhares. Vieram para mostrar que tinham o controle do poder, e conseguiram.

Vida longa à máfia.